A vida chega a doer, a enjoar,
a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar gritos,
de dar pulos, de ficar no chão, de sair
para fora de todas as casas,
de todas as lógicas e de todas as sacadas,
e ir ser selvagem para a morte
entre árvores e esquecimentos,
entre tombos, e perigos
e ausência de amanhãs.
Fernando Pessoa
"Olho a árvore e já não mais pergunto "para quê"? A estranheza do mundo se dissipa em você."

